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FRAGMENTOS

50x70cm, acrílica e Caran d'Ache sobre papel Schoeller,

Individual, 2015

 

Luís Fernando Couto é um dos artistas mais versáteis e talentosos da atualidade. Suas obras vão desde o universo da programação visual digital, até a direção e edição de documentários, passando, claro, pela criação de esculturas em miniatura que visitaram o mundo. Sua paixão, porém, é, inegavelmente, a pintura.

 

É como se Luís Fernando aceitasse o chamado do fundo branco para expor o que carrega de mais precioso: a generosidade de dividir de maneira tão bela as diversas faces da vida. Situações, pessoas, lugares, tempos, movimentos e momentos simples, mas retratados com imensa poesia.

 

O papel schoeller branco, onde ele deposita todo um repertório de cores, formas, sombras e luzes, também espelha sua alma. Alma carregada de sentimentos tão propriamente humanos. Alma que transborda sensibilidade. Alma essencialmente artística.

 

A coleção Fragmentos nos convida a fazer uma reflexão sobre os nossos próprios sentimentos. A partir do olhar em perspectiva das cenas expressas nos quadros, o autor nos instiga a perguntarmo-nos: sob qual ponto de vista devo me debruçar sobre a vida? Minha perspectiva está correta ou o que vejo é apenas um fragmento de várias realidades possíveis? O que vejo é o real? Instigue-se.

 

Silvana Sá - jornalista

RELEVOS SUBSTÂNCIAS URBANAS

Acrílica sobre papel telado, 1991

 

Da etapa primeira tem-se um retrato fiel e quase que vivo já de elementos do cotidiano, instrumentos musicais em instigantes miniaturas de papel com o poder mágico de tocar sensibilidades várias. Depois o real assume uma visão toda peculiar. São partes de cenários mundanos mas que parecem abstratos, ganhando forma de esculturas, também em papel, a refletir a imagem da curiosidade.

 

Então vem o desafio. O tridimensional transporta-se para quadros - e aí o papel se faz de tela -, fragmentando aquelas mesmas cenas reais e comuns com que se convive todo dia, e nem sempre se dá conta de sua existência mas vem o artista e lhes confere novo contorno. A luz (a vida) é onipresente, em seus caminhos e suas projeções Luís Fernando Couto se permite estabelecer e dominar, ousando ainda, aqui e ali, trazer de volta os volumes na forma de relevos.

 

Jacqueline Freitas, jornalista

INDIVIDUAL

Acrílica sobre papel telado, 1994

 

Elementos de uma etapa intermediária e única, assim podemos definir as obras do artista plástico carioca Luís Fernando Couto. Trata-se, ainda, dos seus consagrados Relevos - que aqui receberam o nome de "Relevos Substanciais" - mas agora refletindo um momento transitório, e que por isso mesmo não mais se repetirá, onde o artista buscava um novo estilo, segundo ele "um desejo de trabalhar mais livre de linhas e traços marcantes, sem compromisso geométrico".

 

Assim surgiram os novos relevos, em 10 quadros que mantém a técnica (acrílica sobre papel telado) mas que, se antes nasciam a partir da pintura, inverteram esta condição para assumir função dominante: é a pintura que deles rompe, mais uma vez calcada na luminosidade do sol e da lua, presença constante na obra de Luís Fernando até aqui. Os temas urbanos também cederam lugar, e nesta etapa ímpar o artista traz à tona suas inquietações através de "uma relação mais profunda com a natureza e seus elementos, com a consciência que eles têm de si", define. O resultado pode revelar a solidão de uma raiz, os olhos acuados de animais, o movimento do sol, a inexorabilidade do tempo, a necessidade de um mundo mais justo ou o simples vôo de um pássaro.

 

Jacqueline Freitas, jornalista

COMENTÁRIO

Papel Mágico (1985)

 

Luís Fernando Couto, carioca do bairro do Flamengo, fez do seu ambiente profissional - artes gráficas - o laboratório onde desenvolveu a magia de suas fórmulas, que assumem hoje nas artes plásticas brasileiras um papel se não de todo inovador, pelo menos criativo e diferente.

 

Papel Mágico, título geral de suas exposições, é um momento ainda de evolução que se iniciou nos bancos escolares, com o contato e manuseio dos primeiros cadernos. Arrojado, a criança então não se limitou apenas ao lazer de fabricar inocentes aviõezinhos. Com estruturas de caixas de sapato (papelão) e algumas folhas de caderno viu crescer sua primeira obra: a maquete da escola onde completou o primário. Luís Fernando fez da convivência com diversos tipos de papel, de diferentes gramaturas e variadas texturas, o caminho de sua arte. Inicialmente, surgiram carros fantásticos, compostos em sua maioria apenas de papel. Aos poucos, foram se aglutinando diversas peças de sucata - o chamado "lixo da civilização" - e hoje são até dirigidos por controle remoto. Pesquisa, muito suor e mais pesquisa! E tudo por conta própria, pelo gosto de fazer. O artista é autodidata.

 

Agora, Luís Fernando Couto nos apresenta um outro ângulo de suas miniaturizações em papel. São instrumentos musicais, tão perfeitos quanto os originais, onde o papel é pintado, dobrado ou alisado para assumir forma, textura e resistência de madeira, metal ou fibra. Esse trabalho tridimensional do artista pode ser definido (?) como pintura-escultura, pois as duas artes se mesclam aqui em perfeita harmonia.

 

Com apenas uma tímida apresentação em uma feira de artesanato, foi convidado a ser um dos seis representantes brasileiros na exposição montada durante o XXV Congresso Mundial da Sociedade de Educação Através da Arte, realizada no campus da UERJ, em julho de 1984, pela originalidade da sua arte: tão simples, tão apurada e tão importante pela dimensão que assume no mundo de hoje - um tempo de fórmulas prontas.

 

Fernando Cardoso, jornalista

RECICLANDO

De como o homem simples fez a grande máquina complexa

(de inferioridades)

 

VRUUUMM!

Explode a máquina e corisca no olho do menino Luisinho

o brilho aceso,  o pavio curto: a centelha de um longo caminho.

Á velocidade do cérebro (em primeira, segunda e terceira)

e no grande espaço de tempo gasto, maturado, craneado no gosto de concepção, nasce um campeão.

Negro, na obscuridade que carece a luz da iluminação.

Ouro, no brilho que simboliza a áurea, o louro, o estígma da conquista.

 

VRUUUMM!

Passa o bólido que ilumina a vista.

VRUUUMM!, passa a massa.

Argamassa bela, sólida... que do sonho descobre o véu, tênue lembrança de traços no papel, quimeras de um homem Luís, que faz crescer a imaginação do menino Luisinho.

Ser humano e Rato presos na mesma ratoeira do perseguido, do mágico, do lúdico e do construtivo.

Ambos de espírito combativo, conjugando-se no mesmo verbo passivo,

onde se faz imperativo descobrir da vida o sentido, no sonho ou fato acontecido.

 

VRUUUMM!

Passam o papel, a ideia, o trabalho, a resina, soltam-se no espaço metais, borracha, engrenagens e terembentina, djavans de lilás e gils de purpurina.

 

Abram-se os sete templos da sabedoria? Calam-se os profetas da teoria?

Mais que luz e cor, é alegria. Aqui se curvam sapiência e ciência, pois o improviso é a sequência, num caminho que tem compromisso com a consequência.

É o prazer pelo prazer. A orgia do fazer pra fazer, mesmo na tábua lisa, lisa de doer... (em noites frias),

Tudo em mente solta, onde a ordem é esquecer para (re)lembrar o que (re)fazer! E nascer o campeão em preto e ouro para o coro das vozes: é um estouro!

 

Uma história que não enche o ego.

(É verdade que alegra, não nego.) É apenas conjugação do material com o material, o pensado, o imortal, apoteose do mortal com imaginário,

binário de fé no homo complexus, herdeiro da história cavernosa de um  início sem nexus.

VRUUUMM, faz a máquina. Antes fez tic-tac na cabeça de um homem menino.

 

Primeiro nasceu o sonho, de pura imaginação

Aos poucos, delgada, se avolumou no papel.

Foi preciso pesquisar material, medir espessura de metal.

Ver potência de pilhas e resguardar virgindade de ideias, como se faz a filha.

Depois, o longo processo de busca, exame.

Cinco meses de provas e contra-provas, de pesos e medidas, de aprovações e decepções.

A juntada do material.

O processo inicial, epitelial, sentir no âmago as fímbrias da criatura.

Se dividir entre criado e criador, revolver a própria cultura.

Criar a revolução e a contra-revolução, buscar a contradição,

extrair, afinal, a criação. Ecce homo. Nasce a máquina!

 

Do liquidificador, rouba-se a ligação. E por que não, aproveitar da parker a pressão? Com cola, o papel adquire maior concisão.

Tesoura, faca olfa e cola prit exigem a primeira decisão: riscar, cortar, colar. Precisão na inserção. É o vale-tudo. E, se preciso, até coca-cola. Carambola!

 

Na cabeça ainda é grande a confusão: múltiplas imagens sobrepondo-se buscam solução, conclusão.

Que pode estar no isopor, na chapa de offset, no piso de cozinha ou numa simples tampa de caneta.

É tudo pensado é tudo acidental? Paradoxo da pesquisa! E o clips, é fundamental? Simplesmente a busca do inspirado.

Apenas o exercício do inesperado.

 

E pára, pensa e bebe.

Do vinho aproveita a embalagem. O rótulo descolado e amassado, pois também será aproveitado. Junta ao papel prateado, o chic francês couché,

que traz o elegante fabriano pra se misturar ao grosso paraná. Oh! Calcutá!

E tudo, no afã de chegar, se gruda com itacol, superbond e polar.

Se o sono vem, desperta uma nova ideia: pra se aglutinar a pregos, parafusos e anéis, aquela engrenagem do despertador que há muito parou de tocar.

 

Nesse processo primitivo, nessa história de artesão, não falta a cibernética, Incongruência? Os 360 graus da ciência?

É hora e vez de aproveitar embalagem e disquete de computador

para acoplar à caixa de filme kodak.

Seja com fita gomada, durex ou contact... e até fio de letraset

(o garoto pinta o sete!)

 

Se é verdade que "quem viver, verá? Nesse "causo" basta apenas imaginar

a habilidade dessas mãos, o desafio inteligente dessa mente que faz todo crente, descrente da veracidade do milagre que até abusa (e lambusa) da cola phenix, para do sonho mitológico fazer realmente acontecer o renascer da sucata em coisa nova, viva, espargita. Que revigora a crença sacrílega de o criado criar a criatura, ideia nebulosa para muitos, que aqui se torna transparente no uso do acetato ou mesmo da letratone.

 

É tempo de baterias, suportes, alfinetes. Faz-se o motor com ajuda de um velho toca-discos philips, agora rejuvenescido em nova função e agradecido, pois nasceu para a missão da servidão.

 

Foi até preciso estudar Física. Relembrar antiga lição (pra dizer que não falei de flores), saber de aerodinâmica, força, ponto-de-apoio, vetores. Apenas para citar um caso singular, na verdade sem revelar que tudo começou no simples exame de uma caixa quasar.

 

Nessa efervescência, nesse mundo que beira a demência, na busca que ao tudo-nada conduz, é claro, não pode faltar a luz.

E surgem as lâmpadas, as eveready - do pulo do gato - ou as amarelinhas

ray-o-vac, que recriam lanternas e faróis, com a força mágica de múltiplos sóis.

 

Sim, da China veio o nanquim para cobrir de negro o branco-marfim.

Agora parece ter fim o longo processo de agonia da criação.

Um capricho a mais: encerar, lustrar e brilhar com a cera grand-prix.

Enxugar agora o suor do rosto. Afastar, finalmente, a lágrima de satisfação,

que brota não dos olhos, mas do coração. Experimentar - ao ver verdade, não se chegou ao fim: é real a fantasia, se é sonho imaginar como Lennon.

 

VRUUUMM!

Explode a máquina.

É melodia que encanta a vida, é a canção do artesão, que já inicia novo caminho.

 

VRUUUM!

Explode a máquina. E corisca no olho do menino Luisinho.

 

Maio, 1984

Fernando Cardoso

Jornalista

ORIXÁS, A LENDA COLORIDA DA LUZ

Acrílica sobre tela, 100x100cm, 1998

 

O artista, grande cúmplice dos elementos, se reveste de mago para captar os seus mistérios.

 

Deuses que representam a dignidade, a luta e a preservação dos costumes de um povo massacrado devido à escura tonalidade de sua pele. Durante mais de 350 anos os navios negreiros transportaram através do Atlântico os escravos, e com eles seu modo de vida e suas crenças. Os orixás são a própria encarnação da natureza, base da religião africana, e existem enquanto forças místicas, derivadas da profunda relação que o homem mantém com a natureza e com forças psíquicas.

 

Na estrada desde 1980, Luís Fernando passa da exploração do hiper-realismo para o abstrato, e deste para a profunda experiência de representar a plena subjetividade da energia pulsante da vida. O que podemos dizer do seu magnífico trabalho sobre esses cavaleiros da luz? Luís Fernando teve a sutil percepção e a plena sintonia para transmitir a energia que emana em toda a plenitude desses deuses encantados do povo negro.

 

O resultado se encontra em muitos metros quadrados de pinturas em acrílica sobre tela.

 

São 16 quadros, cada um representando a essência característica de cada divindade. Os orixás são a raiz de tudo. A lenda que cada um traz dentro de si. A história da força motriz da vida. Mergulhemos, pois, em cada um deles e no todo. Suas cores, seus matizes, seu poder.

 

Eliane Amaral, jornalista

RELEVOS, 1986

 

Até o momento, Luís Fernando Couto era conhecido como o artista habilidoso que faz miniaturas de carros e de instrumentos musicais em papelão. Também já foram admirados pelo público suas maquetes de palco, cenários em miniaturas de um grande show de música imaginário.

 

Esta exposição mostra os resultados do desdobramento recente do trabalho de Luís Fernando Couto, que abandonou a representação do real para ingressar na abstração. Seus atuais relevos em papel-tela pintados com tinta acrílica e montados como quadros têm algo em comum com os trabalhos das etapas anteriores: agora, como antes, trata-se de dar forma e volume ao papel, retirá-lo do plano para as trêis dimensões.

 

O aproveitamento da técnica de concepção de miniaturas foi possível graças a “descoberta” do papel-tela, que, além de ser encorpado o bastante para ganhar relevo, dando a textura da tela tradicional de pano, usada em pinturas, onde o artista faz algumas incursões experimentais. O domínio da técnica de dar forma ao papel possibilita a criação destes relevos abstratos, com preferência pela geometria de linhas, triângulos, quadrados e círculos.

 

Sua pintura é parcimoniosa no uso da cor, explorando principalmente o branco e preto, o cinza e o metal, conjugados às sombras que os volumes projetam uns sobre os outros e sobre o plano. São as tonalidades da cidade, cuja arquitetura traduz-se no olhar do artista, em um jogo gráfico de volumes, vértices, saliências, áreas de luz e de sombras.

 

É, pois como a tradução plástica das imagens  que o mundo oferece, filtradas pela imaginação e concretizadas em papel-tela, que os relevos de Luís Fernando Couto podem ser compreendidos.

 

Neles estão presentes, simultaneamente e cumulativamente a experiência do desenhista, do artista gráfico e do artesão do papel. A este acrescenta-se agora, com destaque, a coragem de aventura-se no terreno novo destes relevos.

 

Elisabeth Travassos, curadora

INDIVIDUAL

Papel Mágico (1985)

 

Se para o Eclesiastes (capítulo I, versículo 9/10) "nada é novo sob o sol e, por isso, ninguém pode dizer: eis algo de novo, porque já existia nos séculos que nos antecederam", estabelece a lei da Física que "nada se cria, nada se perde, tudo se transforma".

 

Esses dois conceitos, um bíblico e outro humano, parecem ter inspirado Luís Fernando Couto, que, depois de vitorioso exercício com miniaturas de automóveis, envereda pelas artes plásticas,

 

Através de um artesanato cuja matéria prima é a sucata - tampas de canetas, fios de nylon, alfinetes e papel, entre outros materiais descartáveis - que, com o toque de seu engenho e arte, se transformam em instrumentos musicais.

 

Autodidata puro, Luís Fernando Couto resgata restos do "lixo da civilização" e recria objetos artísticos semelhantes aos seus originais, nas mínimas minúcias, dando-lhes o toque do real. E isso é ARTE.

 

Carlos Menezes, jornalista de "O Globo"

INDIVIDUAL

Papel Mágico (1985)

 

Luís Fernando Couto - carioca, programador visual de uma agência de publicidade - cria,com suas mãos habilidosas e com o auxilio apenas de uma tesoura e de uma faquinha,miniaturas de instrumentos musicais, imagens reduzidas e tridimensionais, de uma precisão e semelhança espantosas.

 

O que mais surpreende, porém, no seu trabalho é o resultado a que consegue chegar.

 

Com materiais bem comuns, não nobres - papel (basicamente), papelão, cola, lápis de cor,tinta guache -, alcança em sua obra um nível de qualidade artesanal difícil de encontrar.

 

Magicamente, e com muito amor, consegue dar um tratamento ao papel - que ele corta,dobra, amarrota e alisa -, transformando-o de material estático em substância moldável com a qual ele modela e monta os carros esporte, os ônibus, os carros antigos, caminhões e instrumentos musicais diversos - flauta, violino, cítara, banjo, harpa, piano, bateria, sanfona, gaita, violão, guitarra, contrabaixo e saxofone.

 

Perfeccionista, consegue efeitos surpreendentes, como o brilho do metal, que ele obtém polindo o papel após a pintura, ou a textura da madeira, que ele imita com lápis de cor. Sem preconceitos, vai utilizando restos de produtos industrializados - a sucata doméstica - para compor os efeitos almejados.

 

Amélia Zaluar, professora de Arte

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

MINIATURAS INSTRUMENTOS MUSICAIS “PAPEL MÁGICO”

Papel e sucata (lixo urbano) 1985

 

Artistas ou artesão?

Dificil estabelecer a diferença, impossível opter por uma ou outra designação em prejuízo da que for preterida. Artista e artesão, idealizador e executante, criador e operário da idéia, assim pode ser identificado o carioca do Flamengo, Luís Fernando Couto, que transforma coisas tão prosaicas, como papel e tampas de caneta, em verdadeiras obras-prima em terceira dimensão.

 

Mãos hábeis, inquietação permanente, espírito perseverante e um talento singular para visualizar formas perfeitas a partir de materiais tido como sobras e inutilidades – que reúne, adapta, modifica e enobrece -, Luís Fernando Couto mostra desta vez, nos instrumentos musicais que recriam modelos tão fascinantes e desafiador quanto a cítara, o piano, a harpa, a flauta e o contrabaixo, para um profissional voltado para atividades ligadas à comunicação.

 

O talento, a sensibilidade e a capacidade de fazer de Luís Fernando Couto estão explodindo nos 36 objetos de arte que agora serão colocados em exposição. Vê-los é preciso, amá-los é conseqüência.

 

Ledy Mendes Gonzalez

Editora de Arte do Jornal do commercio